Quantos anos duram os fogachos da menopausa? A resposta que quase ninguém conta
Se você está acordando no meio da madrugada parecendo uma chaleira prestes a apitar, talvez já tenha se feito a seguinte pergunta:
“Meu Deus, quantos anos isso ainda vai durar?”
E você não está sozinha.
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre mulheres que estão passando pelo climatério e pela menopausa.
A boa notícia é que os fogachos não duram para sempre.
A má notícia é que eles costumam durar mais tempo do que muita gente imagina.
O que são os fogachos?
Os fogachos são ondas repentinas de calor que surgem principalmente no rosto, pescoço e tórax.
Eles podem vir acompanhados de:
- Suor excessivo;
- Vermelhidão na pele;
- Palpitações;
- Sensação de ansiedade;
- Calafrios após o episódio.
Algumas mulheres apresentam poucos episódios por semana.
Outras enfrentam vários episódios por dia e também durante a noite, prejudicando significativamente a qualidade do sono.
Afinal, quantos anos duram os fogachos?
Durante muitos anos acreditou-se que os fogachos duravam cerca de 2 a 5 anos.
Hoje sabemos que isso nem sempre é verdade.
Estudos mais recentes mostram que muitas mulheres podem apresentar fogachos por 7 anos ou mais.
Em algumas situações, os sintomas podem persistir por mais de uma década após a menopausa.
Antes de você se desesperar, existe um detalhe importante.
A intensidade costuma variar bastante ao longo do tempo. Existem diversas estratégias que podem ajudar a reduzir a intensidade dos fogachos.
Entre os fitoterápicos mais estudados para esse sintoma está a cimicífuga, uma planta utilizada há décadas para a menopausa.
Na maioria dos casos, os episódios tendem a se tornar menos frequentes e menos intensos com o passar dos anos.
Por que algumas mulheres sofrem mais do que outras?
Essa é uma pergunta que a ciência ainda tenta responder completamente.
Mas alguns fatores parecem estar associados a fogachos mais intensos ou prolongados:
- Menopausa precoce;
- Tabagismo;
- Excesso de peso corporal;
- Maior sensibilidade às oscilações hormonais;
- Distúrbios do sono;
- Estresse e ansiedade.
Por isso, duas amigas da mesma idade podem ter experiências completamente diferentes durante a menopausa.
Existe alguma forma de diminuir os fogachos?
Sim.
Atualmente existem diversas estratégias que podem ajudar.
Entre elas:
- Terapia hormonal, quando indicada pelo médico;
- Fitoterápicos, como a cimicífuga, em situações específicas;
- Atividade física regular;
- Controle do peso corporal;
- Melhora da qualidade do sono;
- Redução do consumo excessivo de álcool;
- Evitar gatilhos individuais, como bebidas muito quentes ou alimentos extremamente condimentados.
O tratamento ideal depende da intensidade dos sintomas, do histórico de saúde e das necessidades de cada mulher.
Quando os fogachos merecem atenção?
Muitas mulheres acreditam que precisam simplesmente “aguentar”.
Mas não é bem assim.
Se os fogachos estão:
- Interrompendo seu sono;
- Prejudicando seu trabalho;
- Afetando sua vida social;
- Gerando cansaço constante;
- Reduzindo sua qualidade de vida;
vale a pena procurar orientação profissional.
A menopausa é uma fase natural da vida.
O sofrimento excessivo não precisa ser.
Então, qual é a resposta final?
Se você esperava um número exato, infelizmente ele não existe.
Para algumas mulheres, os fogachos desaparecem em poucos anos.
Para outras, eles podem persistir por mais tempo.
Mas uma coisa é importante lembrar:
Os fogachos costumam melhorar com o passar do tempo e existem diversas estratégias que podem ajudar a atravessar essa fase com mais conforto.
Então, se hoje você sente que está vivendo dentro de uma sauna portátil, respire fundo.
As chances são grandes de que seu corpo esteja apenas atravessando uma fase de adaptação — e não declarando guerra permanente contra você.
